segunda-feira, 25 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
Angola :)
Quase seis meses após a minha vinda pra Angola, ganhei coragem para escrever sobre esta minha experiência... Bem, não foi fácil tomar esta decisão, mas quando dei por mim a pensar, já estava a aterrar em Luanda.
A saída do avião e olhar à minha volta, o céu estava escuro, mas estava um calor que nunca antes tinha sentido.
Os primeiros tempos por cá foram complicados...a adaptação não foi fácil! Habituares-te a estar num país completamente diferente daquilo que estás habituado não é uma tarefa simples de se fazer!
Mas com a ajuda dos meus amigos e colegas de trabalho a adaptação foi sido feita, aos pouquinhos! :) e a prova disso é que ainda aqui estou e com vontade de ficar por cá mais uma temporada...
Tudo aqui é um desafio, e acho que é isso que alimenta a minha força... O trabalho, o trânsito, as chuvas torrenciais que me inundam a casa, a falta de luz, a falta de internet que acontece com alguma frequência, combater as saudades do nosso país maravilhoso e de todos aqueles que lá nos esperam, e tudo aquilo que vês à tua volta e que te dói no peito...mas a única coisa que podes fazer é ignorar pois não tens outra hipótese.
Estou a adorar a minha estadia em Angola, é uma experiência única, que não me arrependo nada de ter tido coragem pra a viver!
Mas a verdade é que sem vocês (Mãe, mano lindo, Bia, namorado fantástico, primas, primos, tias, tios, Madrinha, Mariana a mana do coração, Carla e Xabes amigas pra todos sempre, Olga o meu pilar angolano :), Carla a mulher do Norte que me motivou, Fernando quem me acompanhou na viagem mais dificil da minha vida :), e tantos outros...) eu, este esquilinho Alvim como tu Manias e Raquel gostam de me chamar não aguentava cá! É cada um de vocês que me dá forças (à sua maneira) pra enfrentar mais um dia e outro e outro...
Obrigada a cada um de vocês por fazerem parte desta estrada da minha vida e desta experiência única!!
AMO-VOS :)
sexta-feira, 1 de abril de 2011
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Eu não me conheço mais!
Tanto tempo longe de ti, a desejar-te pertinho de mim!
Nos momentos mais difíceis cheguei até a chorar pelo teu abraço, pelo teu beijo, pela tua palavra "minha gatinha", pelo teu sorriso.
Senti falta da tua comidinha boa,(mas que eu insisto em dizer que só sabe a oregãos), senti falta de dormir contigo todas as noites (apesar de eu dizer que prefiro dormir em minha casa porque a tua casa é muito fria), senti falta dos nossos passeios no centro da cidade (aqueles passeios que eu insisto em dizer que odeio)
Nestes dois meses eu posso dizer que senti realmente o que é sentir saudade de algo, de alguém... de tudo parecer tão fácil mas no fundo eram tão difíceis de suportar!
E agora? tenho a oportunidade de voltar a ter tudo aquilo que tanto implorei e chorei de saudade, e parece que não tenho mais vontade de viver esses momentos!
Parece que me tornei num cubo de gelo, numa pedra! Parece que nada me afecta!
Apenas tudo me irrita!
(Queria tanto desaparecer - Seria tão mais fácil)
(Tu não mereces que eu te trate desta maneira, sinto-me a pior pessoa do Mundo por saber que te magoo, com a minha indiferenca, com a minha falta de carinho, amor!)
Talvez eu tenha criado uma barreira no meu coração para suportar melhor a dor!
Não sei mais o que pensar! :(
terça-feira, 5 de outubro de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010

"Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir
Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz
Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria
Em estar vivo
Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre
Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje"
Hoje preciso de ti..... e tu onde tás??
Longe....cada vez mais longe
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O que há em mim é sobretudo cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
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