quinta-feira, 16 de abril de 2009

Exausta


O fim do semestre está perto. À medida que o tempo vai passando vai aumentando a carga de trabalho, pois começa a época de testes e os prazos de entrega de trabalhos começa a ficar mais curto.
Hoje sinto me exausta. Sinto me como já me senti milhões de vezes ao longo do curso, sem força para estudar, sem força para pesquisar working papers para trabalhos, sem forças para correr regressões....mas continuo a faze-lo porque tem de ser, porque o retorno esperado é todo para mim...


Às vezes dou por mim a pensar: "Será que um dia este esforço todo que tenho tido ao longo destes três anos de licenciatura será compensado, será que irá valer a pena, será que alguém me irá dar o devido valor?"
Foi só um pequeno desabafo.
Vou estudar :)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Rir um pouquinho!!


Olha só o que eu encontrei numa pequena navegação na internet:


P: Quantos Economistas do FED são precisos para trocar uma lâmpada?

R: Apenas um... segura a lâmpada e o resto do mundo gira à sua volta.


P: Quantos investidores são precisos para trocar uma lâmpada?

R: Nenhum – o mercado já descontou a mudança.


P: Quantos Economistas Keynesianos são precisos para trocar uma lâmpada?

R: Todos. Porque assim ir-se-ia gerar emprego, um maior consumo, fazendo deslocar a AD (procura agregada) para a direita.


P: Quantos Economistas neo-clássicos são precisos para trocar uma lâmpada?

R: Isso depende da taxa salarial.


P: Quantos Economistas americanos são precisos para trocar uma lâmpada?

R: Nenhum. Se a lâmpada precisava mesmo de ser trocada, o mercado já tratou disso.


Feeling Good


It's a new dawn, it's a new day, it's new life for me and I'm feeling good!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

X ENEEC


Esqueci me de acrescentar uma fotografia engraçada ao post anterior que representa o X ENEEC!!


:)

X ENEEC

Parabéns a toda a organização do X ENEEC! Foi Brutal!!
Espero que para o ano haja mais e que seja ainda melhor!!
Já agora alguém sabe quem será a universidade que ira organizar o próximo ENEEC?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A era da colaboração em massas


O Mundo em que vivemos sempre nos habitou a constantes mudanças. Desde o descobrimento da roda, passando pela Revolução Industrial, e chegando à chamada Internet, sim Internet, uma descoberta que considero um elemento muito importante para o desenvolvimento económico.
A Internet surgiu no período da guerra-fria. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos criou um sistema de interconexão entre computadores com o objectivo das bases militares poderem trocar informação entre si.
Hoje em dia a Internet serve para muito mais. Uma das coisas que a Internet serviu foi para alterar a forma de se “fazer” economia, isto é, no passado a colaboração entre empresas/pessoas fazia-se a uma escala muito pequena, era feita entre amigos, família, parentes, sócios de uma mesma área geográfica, actualmente, e muito graças à internet, a economia pode ser feita a uma escala mundial, deste modo as pessoas podem colaborar entre si, sem haver a necessidade de se conhecerem. Bem-vindo ao novo Mundo, que muitos já apelidaram de o Mundo da “wikinomia”, onde a colaboração em massa está a modificar todas as instituições da sociedade.
O que se passa actualmente é a chamada “produção com pares” que descreve a situação em que pessoas, empresas colaboram entre si, com o objectivo de impulsionar a inovação e o crescimento de determinadas indústrias. A produção com pares é uma actividade extremamente social. Tudo o que é necessário é um computador, uma ligação em rede, e um forte empreendedorismo para aderir à economia. O acesso crescente às tecnologias de informação coloca nas mãos de muitos indivíduos, as ferramentas necessárias para colaborarem e criarem riqueza no interior de todos os sectores da economia.
Ora, o “youtube”, a “wikipedia”, e a “Linux” são grandes exemplares do que a colaboração em massa é capaz de fazer. A “innocentive” é outra criação da colaboração em massa. Esta colaboração é desenvolvida através de um site revolucionário que confronta cientistas de todo o Mundo (actualmente são 90 mil os colaboradores) com desafios de I&D (investimento e desenvolvimento) apresentados por empresas que procuram inovação.
Milhares de empresas observam atentamente estes sites em busca de ideias, inovações e mentes com qualificações únicas, que possam descobrir novos valores para os respectivos mercados.
Fazendo uma análise mais profunda a esta nova participação, verifica-se que pode ser uma bênção para todos nós, mas também pode ser uma maldição.
Ou seja, a produção com pares pode levar a uma criação de riqueza extraordinária e atingir níveis de aprendizagem e de descoberta científica nunca antes vistos. Mas também pode gerar agitação e perigo para as empresas e indivíduos que não consigam adaptar-se a esta nova forma de se “fazer” economia.
Podemos assim então viver num Mundo mais pequeno, num Mundo mais aberto, com potencial para ser mais dinâmico e movimentado, mas também mais sujeito a redes criminosas e terroristas. Da mesma maneira que as massas de cientistas podem colaborar e criar projectos que, a nível social são benéficos, criminosos e terroristas podem, no entanto, conspirar entre si para provocar a nossa destruição.
Em suma, se formos inteligentes e colaborarmos, podemos aproveitar a nova economia para criarmos oportunidades socialmente benéficas, e ao mesmo tempo criar um desenvolvimento sustentável.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Os malefícios da moeda única

Portugal, em conjunto com vários países do mundo, está a atravessar uma crise económica. No caso português, muitos especialistas na matéria atribuem a culpa desta crise à moeda única, isto é, o abrandamento económico português piorou com a adesão ao euro. Será isto verdade? Afinal o que é que o euro nos trouxe de bom e de mau?
Com a adesão ao euro, Portugal deixou de ter controlo sobre a política cambial e a política monetária. Ambas as políticas eram bastante importantes na manutenção da economia portuguesa.
Sem a política cambial os governos deixaram de poder desvalorizar o escudo (moeda portuguesa antes do euro) com o intuito de tornar a economia portuguesa mais competitiva nos mercados internacionais, isto é, ao desvalorizarem a moeda, as exportações tornavam-se mais baratas o que atraía mais clientes. Este aumento de competitividade era utópico uma vez que a produtividade mantinha-se a mesma. Actualmente se Portugal quer ter ganhos de competitividade terá de ser pela via da inovação e aumento de produtividade.
A política monetária foi outro dos instrumentos que Portugal perdeu com a sua adesão ao euro. Sem esta política Portugal ficou impossibilitado de decidir o seu futuro monetário, perdeu o poder de injectar ou não moeda na economia, e alterar as taxas de juro.
Além de termos perdido o controlo desta duas políticas, passamos a ter que prestar contas da nossa política fiscal, isto é, qualquer país da zona euro tem de controlar a sua dívida pública (não ultrapassar os 60% do PIB) e o défice (não ultrapassar os 3% do PIB). Caso não cumpram têm penalizações.
A partir de 1999 (ano de adesão às taxas de câmbio fixas) observa-se em Portugal um declínio acentuado nas exportações de têxteis. Entre 1995 e 2004 as exportações de têxteis passaram de 23,3% para 14,7%. Com estes dados podemos dizer que o euro teve um impacto no nosso abrandamento.
Como diz Álvaro Santos Pereira, economista português, “a nossa adesão ao euro impediu-nos de utilizar toda uma serie de aspirinas que tomávamos em tempos de crise”. Ou seja, pegando na ideia de Álvaro Santos Pereira, o problema conjuntural que Portugal tem deixou de ser “escondido” com injecções de moeda e diminuição de impostos, por isso o euro até nos trouxe uma coisa boa que foi “abrir os olhos” do português, isto é, acabaram se as “aspirinas” é preciso inovar, é preciso qualificar os nossos trabalhadores para que estes se tornem mais produtivos e desta forma aumentar a competitividade de Portugal lá fora. Basta de acharmos que somos o país que tem de estar sempre na cauda da Europa, que o nosso país não tem volta a dar, este pensamento é errado, temos que agir já.
Apesar dos males que o euro nos trouxe, como diz o ditado “há males que vêm por bem”.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Afinal o que muda?

Afinal o que vai mudar na vida de milhares de portugueses com a aplicação da nova lei do trabalho?
A nova lei do trabalho vem introduzir algumas alterações que, no meu ver, são necessárias para o crescimento da economia. São vários os pontos introduzidos na nova lei.
Deixa de existir a taxa única da Segurança Social, isto é, as empresas actualmente pagam 23,75% de segurança social por cada trabalhador. Com a nova lei, a entidade patronal passa a pagar 22,75% por cada trabalhador com contrato efectivo e 26,75% por cada trabalhador com contrato a prazo. Os trabalhadores continuarão a descontar a actual taxa de 11%. No que se refere aos recibos verdes, os trabalhadores independentes passam a pagar 24,6% de taxa para a Segurança Social (contra os actuais 32%) isto porque o governo decidiu reduzir 2,4% e as empresas vão passar a suportar 5% da taxa por cada trabalhador independente, taxa essa que actualmente é totalmente suportada pelos trabalhadores.
Será introduzida uma nova forma de contratação com o nome de contrato a termo intermitente. Tal contrato implica a prestação de um serviço durante partes do ano, mantendo o vínculo entre o trabalhador e a empresa.
Os horários de trabalho também irão sofrer alterações. Passam a ser admitidas 50 horas semanais (actualmente são 40 horas) sendo possível laborar até 10 horas por dia (actualmente são 8). Passa a haver a possibilidade de o trabalhador exercer as suas funções durante três ou quatro dias, podendo depois folgar o resto da semana. Com isto será possível o trabalho intensivo e prolongado com vista à redução da semana para o trabalhador.
Quanto aos despedimentos será mais fácil despedir. Com a simplificação do processo facilita-se o despedimento de um trabalhador que, por inúmeras razões, não se tenha adaptado à sua função. Tais medidas podem funcionar como “motor” para o aumento da produtividade das empresas e consequentemente o crescimento económico.
Em relação à licença de parto, será mais alargada e terá várias opções. Será mantida a actual licença de quatro meses com a totalidade do salário mais um mês de licença com 80% do salário. Tal medida também pode ser alargada para seis meses se um dos membros do casal gozar apenas um mês. Assim, passam a receber a totalidade do salário durante cinco meses e 80% no último mes. Outra opção será alargar o prazo até seis meses repartido de forma equitativa entre os dois progenitores mas com apenas 25% do salário.
Será obrigatório que, na contratação de jovens menores de 18 anos sem o 9º ano concluído estejam inscritos no sistema educativo ou de formação profissional. Este é um passo bastante significativo na valorização da formação contínua dos trabalhadores.
Estes são os pontos mais significativos na alteração da lei do trabalho. Os que foram mais contestados foram o das horas de trabalho e o da facilidade de despedimento. O ministro do trabalho, Vieira da Silva, espera aplicar a nova lei já em Janeiro de 2009.
Tais aplicações são necessárias e importantes para o crescimento económico. Promover a mobilidade, a flexibilidade laboral e a organização do trabalho são aspectos determinantes para a instalação de novas empresas podendo, com isto, aumentar a competitividade e a produtividade e consequentemente o crescimento económico.

É um cartel ou não?

Nos últimos dias tem-se falado frequentemente do cartel da BP, Galp e Repsol. Mas afinal o que realmente um cartel? E será que estas grandes empresas formam mesmo um cartel?
Um cartel é uma forma de conluio (cooperação entre os produtores) onde as empresas comunicam entre si e definem explicitamente um acordo com o objectivo de reduzir a quantidade oferecida no mercado, e poder aumentar o preço. Segundo o artigo 85º do Tratado de Roma o comportamento entre empresas que traduza uma cooperação lesiva e que limita a concorrência são consideradas práticas ilegais.
Analisando agora o caso específico, a evidência que nos leva a acreditar que estamos perante um caso de cartelização, é o facto de as maiores petrolíferas do nosso país fazerem aumentos sucessivos, simultâneos e seguidos dos preços dos combustíveis fósseis. Com isto, as três empresas obtêm lucros extraordinários (a galp obtem 1,2 milhões de euros por dia de lucros) à custa da prática de preços elevados criando ineficiência no mercado e, desta forma, prejudicando, a olhos vistos, o consumidor.
A pedido do Ministro da Economia, Manuel Pinho, a Autoridade da Concorrência (AdC) fez uma investigação para apurar a verdade acerca da situação ocorrente.
Segundo Manuel Sebastião, presidente da AdC, não existem indícios de práticas ilegais na formação dos preços. A justificação encontrada para tão elevados preços prende-se com vários factores: a carga fiscal (ISP e o IVA correspondem a 59,2 % do preço da gasolina de 95 octanas e a 47% do preço do gasóleo), e o aumento do preço do crude.
Quanto à carga fiscal, o governo de José Sócrates está irredutível no que trata de baixar impostos. Tal medida tem diminuído o consumo do combustíveis (caiu 1,9 por cento no primeiro trimestre deste ano, face a período homólogo) por partes dos consumidores, que preferem abastecer o depósito do seu veículo no país vizinho que pratica uns preços mais acessíveis para o “bolso do português”.
No que diz respeito ao preço do crude, este tem registado máximos históricos a cada dia que passa (em Nova Iorque registou-se o valor de 139,12 dólares o barril). A queda do dólar e a ameaça de Israel ao Irão são situações que influenciam o preço do crude.
Com os factos apresentados, podemos tirar algumas conclusões. O cartel tem como consequência preços altos, e é o que temos verificado nos últimos tempos. O preço médio de venda ao público (PMVP) dos combustíveis, em Portugal, tem aumentado mais do que na UE. O preço da gasolina sem chumbo 95, no final do mês de Março, estava 5,1% acima da média da UE. O gasóleo tem uma evolução menos gravosa, mas Portugal está entre os países da UE que mais aumentou o preço deste combustível (0,5%). Tais diferenças entre Portugal e a UE podem ser indícios da existência de um conluio e o facto de os aumentos serem sucessivos também são uma pratica típica de um cartel. Mas, como o próprio presidente da AdC afirmou tais aumentos devem-se aos aumentos sucessivos do crude e não a práticas de conluio.
Em suma, tal situação é bastante complicada de analisar uma vez que os dados dizem-nos que estamos perante práticas típicas de um cartel e a autoridade competente diz o contrário.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Aluno de Economia da U.M. escreve coluna no Diário do Minho

Tal notícia me chamou à atenção de várias maneiras. A primeira foi o facto de ser uma coluna escrita por um aluno do curso e da universidade que eu frequento. É sempre motivo de orgulho quando compro um jornal, e me deparo com textos escritos por alunos e professores que se cruzam comigo praticamente cinco dias da semana, e que no fundo, estão a representar a nossa universidade, isto é, estão a dar valor à nossa universidade. Outra das coisas que me chamou à atenção foi o título, "Uma nova, velha forma de energia". Este título, basicamente, define o que é o petróleo, a energia que acompanha gerações e gerações, e por mais investigação que se faça é difícil encontrar uma energia que seja tão eficiente como o "ouro negro".


Por ultimo, o comentário ao texto escrito pelo o meu colega José Pedro Cadima. Achei o tema escolhido muito interessante e bastante actual, e principalmente gostei do facto de articular o tema com filmes que retratam situações descritas no texto. Tal ideia, tornou o texto menos maçudo e mais fácil de ser compreendido.





Aconselho, todos aqueles que gostam do tema, a lerem a coluna. Esta encontra-se no suplemento de Economia do Jornal Diário do Minho do dia 3 de Junho de 2008.