segunda-feira, 6 de abril de 2009

X ENEEC


Esqueci me de acrescentar uma fotografia engraçada ao post anterior que representa o X ENEEC!!


:)

X ENEEC

Parabéns a toda a organização do X ENEEC! Foi Brutal!!
Espero que para o ano haja mais e que seja ainda melhor!!
Já agora alguém sabe quem será a universidade que ira organizar o próximo ENEEC?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A era da colaboração em massas


O Mundo em que vivemos sempre nos habitou a constantes mudanças. Desde o descobrimento da roda, passando pela Revolução Industrial, e chegando à chamada Internet, sim Internet, uma descoberta que considero um elemento muito importante para o desenvolvimento económico.
A Internet surgiu no período da guerra-fria. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos criou um sistema de interconexão entre computadores com o objectivo das bases militares poderem trocar informação entre si.
Hoje em dia a Internet serve para muito mais. Uma das coisas que a Internet serviu foi para alterar a forma de se “fazer” economia, isto é, no passado a colaboração entre empresas/pessoas fazia-se a uma escala muito pequena, era feita entre amigos, família, parentes, sócios de uma mesma área geográfica, actualmente, e muito graças à internet, a economia pode ser feita a uma escala mundial, deste modo as pessoas podem colaborar entre si, sem haver a necessidade de se conhecerem. Bem-vindo ao novo Mundo, que muitos já apelidaram de o Mundo da “wikinomia”, onde a colaboração em massa está a modificar todas as instituições da sociedade.
O que se passa actualmente é a chamada “produção com pares” que descreve a situação em que pessoas, empresas colaboram entre si, com o objectivo de impulsionar a inovação e o crescimento de determinadas indústrias. A produção com pares é uma actividade extremamente social. Tudo o que é necessário é um computador, uma ligação em rede, e um forte empreendedorismo para aderir à economia. O acesso crescente às tecnologias de informação coloca nas mãos de muitos indivíduos, as ferramentas necessárias para colaborarem e criarem riqueza no interior de todos os sectores da economia.
Ora, o “youtube”, a “wikipedia”, e a “Linux” são grandes exemplares do que a colaboração em massa é capaz de fazer. A “innocentive” é outra criação da colaboração em massa. Esta colaboração é desenvolvida através de um site revolucionário que confronta cientistas de todo o Mundo (actualmente são 90 mil os colaboradores) com desafios de I&D (investimento e desenvolvimento) apresentados por empresas que procuram inovação.
Milhares de empresas observam atentamente estes sites em busca de ideias, inovações e mentes com qualificações únicas, que possam descobrir novos valores para os respectivos mercados.
Fazendo uma análise mais profunda a esta nova participação, verifica-se que pode ser uma bênção para todos nós, mas também pode ser uma maldição.
Ou seja, a produção com pares pode levar a uma criação de riqueza extraordinária e atingir níveis de aprendizagem e de descoberta científica nunca antes vistos. Mas também pode gerar agitação e perigo para as empresas e indivíduos que não consigam adaptar-se a esta nova forma de se “fazer” economia.
Podemos assim então viver num Mundo mais pequeno, num Mundo mais aberto, com potencial para ser mais dinâmico e movimentado, mas também mais sujeito a redes criminosas e terroristas. Da mesma maneira que as massas de cientistas podem colaborar e criar projectos que, a nível social são benéficos, criminosos e terroristas podem, no entanto, conspirar entre si para provocar a nossa destruição.
Em suma, se formos inteligentes e colaborarmos, podemos aproveitar a nova economia para criarmos oportunidades socialmente benéficas, e ao mesmo tempo criar um desenvolvimento sustentável.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Os malefícios da moeda única

Portugal, em conjunto com vários países do mundo, está a atravessar uma crise económica. No caso português, muitos especialistas na matéria atribuem a culpa desta crise à moeda única, isto é, o abrandamento económico português piorou com a adesão ao euro. Será isto verdade? Afinal o que é que o euro nos trouxe de bom e de mau?
Com a adesão ao euro, Portugal deixou de ter controlo sobre a política cambial e a política monetária. Ambas as políticas eram bastante importantes na manutenção da economia portuguesa.
Sem a política cambial os governos deixaram de poder desvalorizar o escudo (moeda portuguesa antes do euro) com o intuito de tornar a economia portuguesa mais competitiva nos mercados internacionais, isto é, ao desvalorizarem a moeda, as exportações tornavam-se mais baratas o que atraía mais clientes. Este aumento de competitividade era utópico uma vez que a produtividade mantinha-se a mesma. Actualmente se Portugal quer ter ganhos de competitividade terá de ser pela via da inovação e aumento de produtividade.
A política monetária foi outro dos instrumentos que Portugal perdeu com a sua adesão ao euro. Sem esta política Portugal ficou impossibilitado de decidir o seu futuro monetário, perdeu o poder de injectar ou não moeda na economia, e alterar as taxas de juro.
Além de termos perdido o controlo desta duas políticas, passamos a ter que prestar contas da nossa política fiscal, isto é, qualquer país da zona euro tem de controlar a sua dívida pública (não ultrapassar os 60% do PIB) e o défice (não ultrapassar os 3% do PIB). Caso não cumpram têm penalizações.
A partir de 1999 (ano de adesão às taxas de câmbio fixas) observa-se em Portugal um declínio acentuado nas exportações de têxteis. Entre 1995 e 2004 as exportações de têxteis passaram de 23,3% para 14,7%. Com estes dados podemos dizer que o euro teve um impacto no nosso abrandamento.
Como diz Álvaro Santos Pereira, economista português, “a nossa adesão ao euro impediu-nos de utilizar toda uma serie de aspirinas que tomávamos em tempos de crise”. Ou seja, pegando na ideia de Álvaro Santos Pereira, o problema conjuntural que Portugal tem deixou de ser “escondido” com injecções de moeda e diminuição de impostos, por isso o euro até nos trouxe uma coisa boa que foi “abrir os olhos” do português, isto é, acabaram se as “aspirinas” é preciso inovar, é preciso qualificar os nossos trabalhadores para que estes se tornem mais produtivos e desta forma aumentar a competitividade de Portugal lá fora. Basta de acharmos que somos o país que tem de estar sempre na cauda da Europa, que o nosso país não tem volta a dar, este pensamento é errado, temos que agir já.
Apesar dos males que o euro nos trouxe, como diz o ditado “há males que vêm por bem”.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Afinal o que muda?

Afinal o que vai mudar na vida de milhares de portugueses com a aplicação da nova lei do trabalho?
A nova lei do trabalho vem introduzir algumas alterações que, no meu ver, são necessárias para o crescimento da economia. São vários os pontos introduzidos na nova lei.
Deixa de existir a taxa única da Segurança Social, isto é, as empresas actualmente pagam 23,75% de segurança social por cada trabalhador. Com a nova lei, a entidade patronal passa a pagar 22,75% por cada trabalhador com contrato efectivo e 26,75% por cada trabalhador com contrato a prazo. Os trabalhadores continuarão a descontar a actual taxa de 11%. No que se refere aos recibos verdes, os trabalhadores independentes passam a pagar 24,6% de taxa para a Segurança Social (contra os actuais 32%) isto porque o governo decidiu reduzir 2,4% e as empresas vão passar a suportar 5% da taxa por cada trabalhador independente, taxa essa que actualmente é totalmente suportada pelos trabalhadores.
Será introduzida uma nova forma de contratação com o nome de contrato a termo intermitente. Tal contrato implica a prestação de um serviço durante partes do ano, mantendo o vínculo entre o trabalhador e a empresa.
Os horários de trabalho também irão sofrer alterações. Passam a ser admitidas 50 horas semanais (actualmente são 40 horas) sendo possível laborar até 10 horas por dia (actualmente são 8). Passa a haver a possibilidade de o trabalhador exercer as suas funções durante três ou quatro dias, podendo depois folgar o resto da semana. Com isto será possível o trabalho intensivo e prolongado com vista à redução da semana para o trabalhador.
Quanto aos despedimentos será mais fácil despedir. Com a simplificação do processo facilita-se o despedimento de um trabalhador que, por inúmeras razões, não se tenha adaptado à sua função. Tais medidas podem funcionar como “motor” para o aumento da produtividade das empresas e consequentemente o crescimento económico.
Em relação à licença de parto, será mais alargada e terá várias opções. Será mantida a actual licença de quatro meses com a totalidade do salário mais um mês de licença com 80% do salário. Tal medida também pode ser alargada para seis meses se um dos membros do casal gozar apenas um mês. Assim, passam a receber a totalidade do salário durante cinco meses e 80% no último mes. Outra opção será alargar o prazo até seis meses repartido de forma equitativa entre os dois progenitores mas com apenas 25% do salário.
Será obrigatório que, na contratação de jovens menores de 18 anos sem o 9º ano concluído estejam inscritos no sistema educativo ou de formação profissional. Este é um passo bastante significativo na valorização da formação contínua dos trabalhadores.
Estes são os pontos mais significativos na alteração da lei do trabalho. Os que foram mais contestados foram o das horas de trabalho e o da facilidade de despedimento. O ministro do trabalho, Vieira da Silva, espera aplicar a nova lei já em Janeiro de 2009.
Tais aplicações são necessárias e importantes para o crescimento económico. Promover a mobilidade, a flexibilidade laboral e a organização do trabalho são aspectos determinantes para a instalação de novas empresas podendo, com isto, aumentar a competitividade e a produtividade e consequentemente o crescimento económico.

É um cartel ou não?

Nos últimos dias tem-se falado frequentemente do cartel da BP, Galp e Repsol. Mas afinal o que realmente um cartel? E será que estas grandes empresas formam mesmo um cartel?
Um cartel é uma forma de conluio (cooperação entre os produtores) onde as empresas comunicam entre si e definem explicitamente um acordo com o objectivo de reduzir a quantidade oferecida no mercado, e poder aumentar o preço. Segundo o artigo 85º do Tratado de Roma o comportamento entre empresas que traduza uma cooperação lesiva e que limita a concorrência são consideradas práticas ilegais.
Analisando agora o caso específico, a evidência que nos leva a acreditar que estamos perante um caso de cartelização, é o facto de as maiores petrolíferas do nosso país fazerem aumentos sucessivos, simultâneos e seguidos dos preços dos combustíveis fósseis. Com isto, as três empresas obtêm lucros extraordinários (a galp obtem 1,2 milhões de euros por dia de lucros) à custa da prática de preços elevados criando ineficiência no mercado e, desta forma, prejudicando, a olhos vistos, o consumidor.
A pedido do Ministro da Economia, Manuel Pinho, a Autoridade da Concorrência (AdC) fez uma investigação para apurar a verdade acerca da situação ocorrente.
Segundo Manuel Sebastião, presidente da AdC, não existem indícios de práticas ilegais na formação dos preços. A justificação encontrada para tão elevados preços prende-se com vários factores: a carga fiscal (ISP e o IVA correspondem a 59,2 % do preço da gasolina de 95 octanas e a 47% do preço do gasóleo), e o aumento do preço do crude.
Quanto à carga fiscal, o governo de José Sócrates está irredutível no que trata de baixar impostos. Tal medida tem diminuído o consumo do combustíveis (caiu 1,9 por cento no primeiro trimestre deste ano, face a período homólogo) por partes dos consumidores, que preferem abastecer o depósito do seu veículo no país vizinho que pratica uns preços mais acessíveis para o “bolso do português”.
No que diz respeito ao preço do crude, este tem registado máximos históricos a cada dia que passa (em Nova Iorque registou-se o valor de 139,12 dólares o barril). A queda do dólar e a ameaça de Israel ao Irão são situações que influenciam o preço do crude.
Com os factos apresentados, podemos tirar algumas conclusões. O cartel tem como consequência preços altos, e é o que temos verificado nos últimos tempos. O preço médio de venda ao público (PMVP) dos combustíveis, em Portugal, tem aumentado mais do que na UE. O preço da gasolina sem chumbo 95, no final do mês de Março, estava 5,1% acima da média da UE. O gasóleo tem uma evolução menos gravosa, mas Portugal está entre os países da UE que mais aumentou o preço deste combustível (0,5%). Tais diferenças entre Portugal e a UE podem ser indícios da existência de um conluio e o facto de os aumentos serem sucessivos também são uma pratica típica de um cartel. Mas, como o próprio presidente da AdC afirmou tais aumentos devem-se aos aumentos sucessivos do crude e não a práticas de conluio.
Em suma, tal situação é bastante complicada de analisar uma vez que os dados dizem-nos que estamos perante práticas típicas de um cartel e a autoridade competente diz o contrário.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Aluno de Economia da U.M. escreve coluna no Diário do Minho

Tal notícia me chamou à atenção de várias maneiras. A primeira foi o facto de ser uma coluna escrita por um aluno do curso e da universidade que eu frequento. É sempre motivo de orgulho quando compro um jornal, e me deparo com textos escritos por alunos e professores que se cruzam comigo praticamente cinco dias da semana, e que no fundo, estão a representar a nossa universidade, isto é, estão a dar valor à nossa universidade. Outra das coisas que me chamou à atenção foi o título, "Uma nova, velha forma de energia". Este título, basicamente, define o que é o petróleo, a energia que acompanha gerações e gerações, e por mais investigação que se faça é difícil encontrar uma energia que seja tão eficiente como o "ouro negro".


Por ultimo, o comentário ao texto escrito pelo o meu colega José Pedro Cadima. Achei o tema escolhido muito interessante e bastante actual, e principalmente gostei do facto de articular o tema com filmes que retratam situações descritas no texto. Tal ideia, tornou o texto menos maçudo e mais fácil de ser compreendido.





Aconselho, todos aqueles que gostam do tema, a lerem a coluna. Esta encontra-se no suplemento de Economia do Jornal Diário do Minho do dia 3 de Junho de 2008.

sábado, 17 de maio de 2008

O Sétimo Selo



Aconselho vivamente a todos aqueles que gostam de estar a par das actualidades a lerem este livro.


Eu li e simplesmente adorei. Pela forma que está escrito, pelo conteúdo que aborda e pela história em si acho um livro fascinante.


Penso que o que mais me cativou no livro é saber que todos os factos científicos e económicos relatados são reais.


Desde já dou os parabéns ao autor do livro, José Rodrigues dos Santos.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Rússia, uma potência mundial


Rússia, uma potência "esquecida" mas que merece ser lembrada.
Em 1999, com Vladimir Putin na presidência, a Rússia começa a obter um crescimento económico após ter estado em recessão no ano de 1997. Até 2005, a Rússia obteve um crescimento médio de 6,7%. Tal facto se deveu, em grande parte à abundância de petróleo comercializado a baixo preço em comparação com os concorrentes internacionais.
A Rússia possui a maior reserva de gás natural, a segunda maior reserva de carvão, e a oitava maior reserva de petróleo. A comercialização destes recursos naturais, representam 80% da economia mundial.
A Rússia é a 15º economia mundial e que continua a crescer.


Decidi fazer este post sobre a Rússia porque hoje em dia não se fala em outra coisa a não ser taxas de juro taxas de câmbio euro/dólar, EUA, UE, China, a escalada dos preços do "ouro negro"... acho que a Rússia é um país que deveria ser dado mais valor por representar muito na história mundial.


Deixo aqui uma questão no ar...E se a Rússia entrasse para a UE?
Fico à espera dos vossos comentários


Fonte: Wikipédia