quinta-feira, 26 de junho de 2008

Afinal o que muda?

Afinal o que vai mudar na vida de milhares de portugueses com a aplicação da nova lei do trabalho?
A nova lei do trabalho vem introduzir algumas alterações que, no meu ver, são necessárias para o crescimento da economia. São vários os pontos introduzidos na nova lei.
Deixa de existir a taxa única da Segurança Social, isto é, as empresas actualmente pagam 23,75% de segurança social por cada trabalhador. Com a nova lei, a entidade patronal passa a pagar 22,75% por cada trabalhador com contrato efectivo e 26,75% por cada trabalhador com contrato a prazo. Os trabalhadores continuarão a descontar a actual taxa de 11%. No que se refere aos recibos verdes, os trabalhadores independentes passam a pagar 24,6% de taxa para a Segurança Social (contra os actuais 32%) isto porque o governo decidiu reduzir 2,4% e as empresas vão passar a suportar 5% da taxa por cada trabalhador independente, taxa essa que actualmente é totalmente suportada pelos trabalhadores.
Será introduzida uma nova forma de contratação com o nome de contrato a termo intermitente. Tal contrato implica a prestação de um serviço durante partes do ano, mantendo o vínculo entre o trabalhador e a empresa.
Os horários de trabalho também irão sofrer alterações. Passam a ser admitidas 50 horas semanais (actualmente são 40 horas) sendo possível laborar até 10 horas por dia (actualmente são 8). Passa a haver a possibilidade de o trabalhador exercer as suas funções durante três ou quatro dias, podendo depois folgar o resto da semana. Com isto será possível o trabalho intensivo e prolongado com vista à redução da semana para o trabalhador.
Quanto aos despedimentos será mais fácil despedir. Com a simplificação do processo facilita-se o despedimento de um trabalhador que, por inúmeras razões, não se tenha adaptado à sua função. Tais medidas podem funcionar como “motor” para o aumento da produtividade das empresas e consequentemente o crescimento económico.
Em relação à licença de parto, será mais alargada e terá várias opções. Será mantida a actual licença de quatro meses com a totalidade do salário mais um mês de licença com 80% do salário. Tal medida também pode ser alargada para seis meses se um dos membros do casal gozar apenas um mês. Assim, passam a receber a totalidade do salário durante cinco meses e 80% no último mes. Outra opção será alargar o prazo até seis meses repartido de forma equitativa entre os dois progenitores mas com apenas 25% do salário.
Será obrigatório que, na contratação de jovens menores de 18 anos sem o 9º ano concluído estejam inscritos no sistema educativo ou de formação profissional. Este é um passo bastante significativo na valorização da formação contínua dos trabalhadores.
Estes são os pontos mais significativos na alteração da lei do trabalho. Os que foram mais contestados foram o das horas de trabalho e o da facilidade de despedimento. O ministro do trabalho, Vieira da Silva, espera aplicar a nova lei já em Janeiro de 2009.
Tais aplicações são necessárias e importantes para o crescimento económico. Promover a mobilidade, a flexibilidade laboral e a organização do trabalho são aspectos determinantes para a instalação de novas empresas podendo, com isto, aumentar a competitividade e a produtividade e consequentemente o crescimento económico.

É um cartel ou não?

Nos últimos dias tem-se falado frequentemente do cartel da BP, Galp e Repsol. Mas afinal o que realmente um cartel? E será que estas grandes empresas formam mesmo um cartel?
Um cartel é uma forma de conluio (cooperação entre os produtores) onde as empresas comunicam entre si e definem explicitamente um acordo com o objectivo de reduzir a quantidade oferecida no mercado, e poder aumentar o preço. Segundo o artigo 85º do Tratado de Roma o comportamento entre empresas que traduza uma cooperação lesiva e que limita a concorrência são consideradas práticas ilegais.
Analisando agora o caso específico, a evidência que nos leva a acreditar que estamos perante um caso de cartelização, é o facto de as maiores petrolíferas do nosso país fazerem aumentos sucessivos, simultâneos e seguidos dos preços dos combustíveis fósseis. Com isto, as três empresas obtêm lucros extraordinários (a galp obtem 1,2 milhões de euros por dia de lucros) à custa da prática de preços elevados criando ineficiência no mercado e, desta forma, prejudicando, a olhos vistos, o consumidor.
A pedido do Ministro da Economia, Manuel Pinho, a Autoridade da Concorrência (AdC) fez uma investigação para apurar a verdade acerca da situação ocorrente.
Segundo Manuel Sebastião, presidente da AdC, não existem indícios de práticas ilegais na formação dos preços. A justificação encontrada para tão elevados preços prende-se com vários factores: a carga fiscal (ISP e o IVA correspondem a 59,2 % do preço da gasolina de 95 octanas e a 47% do preço do gasóleo), e o aumento do preço do crude.
Quanto à carga fiscal, o governo de José Sócrates está irredutível no que trata de baixar impostos. Tal medida tem diminuído o consumo do combustíveis (caiu 1,9 por cento no primeiro trimestre deste ano, face a período homólogo) por partes dos consumidores, que preferem abastecer o depósito do seu veículo no país vizinho que pratica uns preços mais acessíveis para o “bolso do português”.
No que diz respeito ao preço do crude, este tem registado máximos históricos a cada dia que passa (em Nova Iorque registou-se o valor de 139,12 dólares o barril). A queda do dólar e a ameaça de Israel ao Irão são situações que influenciam o preço do crude.
Com os factos apresentados, podemos tirar algumas conclusões. O cartel tem como consequência preços altos, e é o que temos verificado nos últimos tempos. O preço médio de venda ao público (PMVP) dos combustíveis, em Portugal, tem aumentado mais do que na UE. O preço da gasolina sem chumbo 95, no final do mês de Março, estava 5,1% acima da média da UE. O gasóleo tem uma evolução menos gravosa, mas Portugal está entre os países da UE que mais aumentou o preço deste combustível (0,5%). Tais diferenças entre Portugal e a UE podem ser indícios da existência de um conluio e o facto de os aumentos serem sucessivos também são uma pratica típica de um cartel. Mas, como o próprio presidente da AdC afirmou tais aumentos devem-se aos aumentos sucessivos do crude e não a práticas de conluio.
Em suma, tal situação é bastante complicada de analisar uma vez que os dados dizem-nos que estamos perante práticas típicas de um cartel e a autoridade competente diz o contrário.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Aluno de Economia da U.M. escreve coluna no Diário do Minho

Tal notícia me chamou à atenção de várias maneiras. A primeira foi o facto de ser uma coluna escrita por um aluno do curso e da universidade que eu frequento. É sempre motivo de orgulho quando compro um jornal, e me deparo com textos escritos por alunos e professores que se cruzam comigo praticamente cinco dias da semana, e que no fundo, estão a representar a nossa universidade, isto é, estão a dar valor à nossa universidade. Outra das coisas que me chamou à atenção foi o título, "Uma nova, velha forma de energia". Este título, basicamente, define o que é o petróleo, a energia que acompanha gerações e gerações, e por mais investigação que se faça é difícil encontrar uma energia que seja tão eficiente como o "ouro negro".


Por ultimo, o comentário ao texto escrito pelo o meu colega José Pedro Cadima. Achei o tema escolhido muito interessante e bastante actual, e principalmente gostei do facto de articular o tema com filmes que retratam situações descritas no texto. Tal ideia, tornou o texto menos maçudo e mais fácil de ser compreendido.





Aconselho, todos aqueles que gostam do tema, a lerem a coluna. Esta encontra-se no suplemento de Economia do Jornal Diário do Minho do dia 3 de Junho de 2008.

sábado, 17 de maio de 2008

O Sétimo Selo



Aconselho vivamente a todos aqueles que gostam de estar a par das actualidades a lerem este livro.


Eu li e simplesmente adorei. Pela forma que está escrito, pelo conteúdo que aborda e pela história em si acho um livro fascinante.


Penso que o que mais me cativou no livro é saber que todos os factos científicos e económicos relatados são reais.


Desde já dou os parabéns ao autor do livro, José Rodrigues dos Santos.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Rússia, uma potência mundial


Rússia, uma potência "esquecida" mas que merece ser lembrada.
Em 1999, com Vladimir Putin na presidência, a Rússia começa a obter um crescimento económico após ter estado em recessão no ano de 1997. Até 2005, a Rússia obteve um crescimento médio de 6,7%. Tal facto se deveu, em grande parte à abundância de petróleo comercializado a baixo preço em comparação com os concorrentes internacionais.
A Rússia possui a maior reserva de gás natural, a segunda maior reserva de carvão, e a oitava maior reserva de petróleo. A comercialização destes recursos naturais, representam 80% da economia mundial.
A Rússia é a 15º economia mundial e que continua a crescer.


Decidi fazer este post sobre a Rússia porque hoje em dia não se fala em outra coisa a não ser taxas de juro taxas de câmbio euro/dólar, EUA, UE, China, a escalada dos preços do "ouro negro"... acho que a Rússia é um país que deveria ser dado mais valor por representar muito na história mundial.


Deixo aqui uma questão no ar...E se a Rússia entrasse para a UE?
Fico à espera dos vossos comentários


Fonte: Wikipédia